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Picos de glicose aumentam risco de Alzheimer, aponta estudo

Ter alterações no controle do açúcar no sangue está cada vez mais associado ao risco elevado de desenvolver Alzheimer na velhice. Um estudo publicado em dezembro na revista Diabetes, Obesity and Metabolism revelou que picos de glicemia após as refeições podem representar uma ameaça maior ao cérebro do que se imaginava. A pesquisa indica que níveis elevados de glicose no período pós-prandial estão ligados a maior acúmulo de proteínas tóxicas associadas ao Alzheimer, inclusive em pessoas que ainda não apresentam sintomas de declínio cognitivo.

O trabalho foi conduzido por pesquisadores da Universidade de Liverpool e utilizou dados do UK Biobank, que reúne informações genéticas e clínicas de mais de 350 mil participantes. A análise mostrou que indivíduos pertencentes ao grupo com os 20% maiores níveis médios de glicemia pós-refeição apresentaram risco 69% maior de desenvolver Alzheimer. O achado também se estendeu a pessoas sem diagnóstico de diabetes, mas com predisposição genética para dificuldades no processamento da glicose.

Segundo os pesquisadores, os picos de açúcar no sangue não causaram redução do volume cerebral ou danos visíveis à massa branca, o que sugere um impacto mais sutil, em nível celular ou molecular. Para a endocrinologista Alessandra Rascovski, o estudo reforça a importância da prevenção. Ela destaca que o Alzheimer pode começar silenciosamente décadas antes dos primeiros sintomas e que o controle de fatores de risco, como diabetes, hipertensão, obesidade e sedentarismo, pode prevenir ou adiar até metade dos casos de demência.

Com informações: Metrópoles

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