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Estudo alerta para riscos do uso prolongado de omeprazol

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo e da Faculdade de Medicina do ABC aponta que o uso prolongado de inibidores da bomba de prótons (IBPs), como omeprazol, pantoprazol e esomeprazol, pode comprometer a absorção de nutrientes essenciais. A pesquisa, publicada na revista ACS Omega com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, identificou riscos como anemia e prejuízos à saúde óssea associados ao uso contínuo desses medicamentos.

Os experimentos, realizados com ratos tratados com omeprazol por períodos de até 60 dias, mostraram alterações na distribuição de minerais como ferro, cálcio, magnésio e zinco. Houve acúmulo de minerais no estômago, desequilíbrios no fígado e no baço e, no sangue, aumento de cálcio e redução de ferro — combinação que indica risco de osteoporose e anemia. Segundo Angerson Nogueira do Nascimento, coordenador do estudo, o aumento do cálcio circulante pode sinalizar retirada do mineral dos ossos, exigindo investigações mais longas para confirmação.

Os pesquisadores alertam ainda para a banalização do uso desses fármacos, muitas vezes sem acompanhamento médico e por períodos superiores aos recomendados. A preocupação se intensifica após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária liberar, em novembro de 2025, a venda de omeprazol 20 mg sem prescrição, com limite de uso de até 14 dias. Embora a Anvisa defenda a medida como estímulo ao uso responsável, especialistas reforçam a necessidade de orientação médica, sobretudo porque moléculas mais potentes da mesma classe podem intensificar efeitos colaterais e deficiências nutricionais.

Com informações: CNN Brasil

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