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Bancos projetam queda gradual dos juros em 2026

A combinação de inflação mais controlada e desaceleração da atividade econômica deve abrir espaço para um ciclo de cortes na taxa básica de juros no Brasil ao longo de 2026, ano marcado pelas eleições presidenciais. Projeções compiladas pela Forbes junto a seis grandes bancos indicam que a Selic pode encerrar o próximo ano entre 11,75% e 12,75%, com início do movimento de redução variando entre janeiro e abril, a depender do ritmo da economia e das decisões do Banco Central.

Para a inflação, que fechou 2025 em 4,26%, a expectativa majoritária é de desaceleração. Instituições como Itaú, Santander, XP, UBS e Bradesco projetam inflação entre 3,8% e 4% em 2026, apoiada na valorização cambial, menor pressão da atividade econômica e queda nos preços de bens industriais. O BTG Pactual é a exceção, prevendo inflação de 4,5%, ainda assim com melhora na composição do índice.

Já o Produto Interno Bruto (PIB) deve perder fôlego. Todos os bancos apontam crescimento mais modesto, entre 1,5% e 1,7%, abaixo do avanço superior a 2% estimado para 2025. A avaliação é de que os efeitos defasados da política monetária restritiva continuarão impactando o consumo e o investimento. No câmbio, as projeções variam entre R$ 5,20 e R$ 5,90, refletindo o aumento do prêmio de risco em ano eleitoral, o diferencial de juros e as incertezas do cenário doméstico.

Com informações: Forbes

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