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Dietas detox: mito ou solução rápida?

As chamadas dietas detox ganharam popularidade nas redes sociais com promessas de eliminar toxinas, promover emagrecimento rápido e “reiniciar” o corpo por meio de sucos, chás, jejuns e restrições alimentares severas. No entanto, especialistas alertam que há poucas evidências científicas que comprovem esses benefícios. Segundo Tinsay Woreta, professora de gastroenterologia da Universidade Johns Hopkins, esse tipo de regime virou uma indústria bilionária por oferecer soluções rápidas, mas não substitui hábitos saudáveis mantidos a longo prazo.

Estudos mostram que a perda de peso associada às dietas detox costuma ser temporária e ocorre principalmente pela redução drástica de calorias. O corpo humano já possui um sistema eficiente de desintoxicação, formado pelos pulmões, intestinos, rins e, principalmente, pelo fígado, responsável por processar e eliminar substâncias nocivas. Revisões científicas indicam que essas dietas não promovem uma “limpeza” real do organismo nem revertem danos já existentes, além de apresentarem baixa taxa de sucesso duradouro.

Além da falta de comprovação, os riscos preocupam. Dietas à base de sucos podem causar deficiências nutricionais, desequilíbrios eletrolíticos e impactos no açúcar no sangue, especialmente em pessoas com doenças cardíacas, renais ou histórico de transtornos alimentares, segundo especialistas da Universidade Duke, da Cleveland Clinic e do Institutos Nacionais de Saúde. A recomendação é investir em uma alimentação equilibrada, rica em alimentos naturais, aliada à prática regular de exercícios físicos, conforme orientações da American Heart Association, para resultados consistentes e seguros.

Com informações: Folha de São Paulo

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