Brasil lidera produção mundial de carne em 2025
O Brasil abateu 42,6 milhões de cabeças de gado no ano passado, alta de 7,6% em relação a 2024, segundo dados provisórios divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O terceiro trimestre foi o mais intenso, com 11,3 milhões de animais enviados aos frigoríficos. A produção de carne bovina alcançou 11 milhões de toneladas equivalente carcaça, crescimento de 6%, contrariando previsões iniciais de retração na oferta. Com o avanço, o país assumiu a liderança mundial na produção, superando os Estados Unidos, que enfrentam o menor rebanho em sete décadas.
O aumento da oferta impulsionou também as exportações. O Brasil embarcou 3,5 milhões de toneladas de carne bovina em 2025, volume 21% superior ao de 2024, com receitas de US$ 18 bilhões — alta de 40%, conforme dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes. O preço médio atingiu US$ 5.154 por tonelada. No segmento de suínos, os abates somaram 60 milhões de animais (+3,2%), gerando 5,6 milhões de toneladas de carne (+4,1%). As exportações chegaram a 1,51 milhão de toneladas, com faturamento de US$ 3,6 bilhões, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal. Já a produção de frango alcançou 14,2 milhões de toneladas (+3,4%), com 5,3 milhões destinadas ao mercado externo, apesar das restrições relacionadas à gripe aviária.
No campo, as projeções para a safra 2025/26 também indicam crescimento. A Companhia Nacional de Abastecimento estima produção de 353 milhões de toneladas de grãos, enquanto o IBGE projeta 343 milhões. A diferença está concentrada em soja e milho. A safra de soja deve variar entre 172,5 milhões e 178 milhões de toneladas, conforme o órgão. O sorgo é destaque, com previsão de 6,7 milhões de toneladas, avanço de 219% em cinco safras, com forte concentração no Centro-Sul e protagonismo de Goiás. Paralelamente, empresas ampliam investimentos em bioinsumos e biofertilizantes, apostando em soluções de resiliência climática e inovação tecnológica no agronegócio.
Com informações: Folha de São Paulo





