Próteses faciais devolvem dignidade a pacientes atendidos pelo SUS no Paraná
Com a proximidade das festas de fim de ano, a expectativa por recomeços se intensifica para pacientes que aguardam próteses faciais reconstrutivas no Hospital de Reabilitação do Paraná, em Curitiba. À frente do ambulatório especializado está a cirurgiã-dentista Roberta Stramandinoli Zanicotti, que, ao lado da colega Camila Paloma, produz próteses de silicone altamente personalizadas para pessoas com mutilações na face, devolvendo não apenas a aparência, mas também a autoestima e a convivência social.
Criado em 2020 e mantido integralmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o serviço já realizou cerca de 1.500 atendimentos e entregou aproximadamente 200 próteses. A maioria dos pacientes sofreu mutilações decorrentes de câncer ou de tratamentos oncológicos, enquanto outros enfrentam sequelas de acidentes. As próteses, que no mercado privado podem custar até R$ 10 mil, são oferecidas gratuitamente, com o mesmo padrão de qualidade, reforçando o caráter humanizado e inclusivo da iniciativa.
Além da confecção das peças, o processo envolve uma reabilitação completa e multidisciplinar, com apoio de fonoaudiólogos, fisioterapeutas e psicólogos. Os moldes são produzidos a partir de tomografias e impressão 3D, em parceria com a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Para o governo estadual, o serviço se destaca por combater o estigma enfrentado por pacientes com mutilações severas e por garantir acompanhamento contínuo, promovendo segurança, autonomia e qualidade de vida.
Com informações: Folha de São Paulo





