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Alemanha patina no governo digital enquanto Dinamarca e Índia avançam

Apesar de ser berço de inovações tecnológicas que mudaram o mundo, a Alemanha ainda depende de papel e até de fax para serviços públicos básicos. Em pleno 2025, cidadãos precisam comparecer pessoalmente a repartições para registrar mudança de endereço, e consultórios médicos ainda recebem confirmações de planos de saúde por fax — prática que segue comum devido à exigência de comunicação com órgãos públicos, segundo a associação alemã de TI Bitkom.

Rankings da União Europeia colocam a Alemanha em posição intermediária no desenvolvimento digital e entre as últimas quando o assunto é governo eletrônico. Estudos apontam que o atraso está ligado à estrutura federativa do país, à falta de coordenação entre estados e municípios e ao excesso de instituições envolvidas. Mesmo cidades consideradas avançadas, como Düsseldorf, oferecem online pouco mais de 20% dos serviços administrativos disponíveis, revelando dificuldades em transformar estratégia em execução prática.

O contraste é grande com países como a Dinamarca, onde quase toda a relação do cidadão com o Estado é digital, baseada em identificação eletrônica obrigatória e integração total de dados, e com a Índia, que em apenas 15 anos criou uma infraestrutura digital capaz de incluir quase toda a população em serviços bancários e pagamentos eletrônicos. Especialistas alertam que, sem avanços semelhantes, a Alemanha corre o risco de perder competitividade econômica e tornar a vida dos cidadãos mais burocrática e difícil.

Com informações: IstoÉ Dinheiro

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