Uso excessivo de telas na infância acende alerta entre especialistas
O uso de telas e mídias digitais na primeira infância cresce de forma acelerada no Brasil e já preocupa especialistas em desenvolvimento infantil. Evidências científicas reunidas pelo Núcleo Ciência Pela Infância (NCPI) mostram que 44% das crianças de até 2 anos já acessam a internet no país, percentual que ultrapassa 70% entre aquelas de 3 a 5 anos. O levantamento aponta que o primeiro contato com a internet mais que dobrou em menos de uma década, revelando um avanço rápido e precoce da exposição digital.
Além da expansão do acesso, o estudo destaca desigualdades sociais que agravam o cenário. Entre crianças de famílias de baixa renda, quase 70% são expostas a tempo excessivo de tela, muitas vezes como substituição ao brincar, à interação presencial e ao acompanhamento adulto. Segundo o NCPI, esse padrão pode gerar impactos imediatos e cumulativos, especialmente quando há consumo de conteúdos inadequados ou violentos.
As evidências indicam que o uso passivo e prolongado de telas está associado a prejuízos no desenvolvimento cerebral, na linguagem, no comportamento e nas habilidades socioemocionais. Especialistas reforçam que, na primeira infância, o aprendizado depende principalmente da interação humana e do brincar ativo. Por isso, a orientação é limitar o tempo de tela, garantir mediação adulta e priorizar atividades fora do ambiente digital, conforme recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria.
Com informações: Forbes





