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Nem todo lugar aceita o Papai Noel: personagem é restrito ou rejeitado em alguns países

Presente em vitrines, filmes e campanhas publicitárias durante o mês de dezembro, o Papai Noel está longe de ser uma unanimidade mundial. Embora faça parte do imaginário natalino globalizado, há países onde sua presença é proibida ou fortemente desencorajada, geralmente como consequência de restrições à própria celebração pública do Natal.

Segundo o professor de história Mário Marcondes, da Plataforma Professor Ferretto, não são muitos os países que vetam diretamente o personagem, mas existem locais onde as comemorações natalinas são proibidas ou limitadas. Entre os exemplos estão Brunei, onde celebrações públicas de Natal são proibidas por razões religiosas; Coreia do Norte, que veta qualquer comemoração por motivos políticos; Tajiquistão, que baniu o Ded Moroz de escolas e eventos públicos; e China, onde algumas cidades restringem festas natalinas como parte do controle cultural.

A história mostra que essas proibições nem sempre são permanentes. Na antiga União Soviética, por exemplo, o Natal foi inicialmente banido, mas o regime permitiu o retorno do Ded Moroz, desde que desvinculado da religião cristã, passando a simbolizar o Ano Novo — tradição mantida até hoje em países como a Rússia. Em outras nações, o Natal é celebrado sem o Papai Noel: na Islândia, surgem os Jólasveinar; na Finlândia, o Joulupukki; na República Tcheca, o Ježíšek; e na Escandinávia, símbolos antigos como o Julbock seguem vivos. Para Marcondes, o Papai Noel pode ser visto, em certos contextos, como um representante de valores culturais estrangeiros, o que explica sua rejeição em diferentes partes do mundo.

Com informações: Terra Notícias

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