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Doação genética gera debate após casos de centenas de filhos pelo mundo

A doação de esperma, prática que possibilita a maternidade para mulheres solteiras, casais homoafetivos ou parceiros com infertilidade, tornou-se um grande negócio global e agora levanta novos alertas. Reportagem recente da BBC revelou o caso de um doador cujo material genético foi enviado a 14 países e resultou no nascimento de ao menos 197 crianças, algumas delas portadoras de uma mutação genética associada a maior risco de câncer, expondo a dimensão e os riscos da indústria da fertilidade.

Apesar da alta demanda, poucos homens atendem aos critérios rigorosos para se tornarem doadores, o que leva clínicas e bancos de esperma a maximizar o uso dos doadores aprovados. A escassez transforma o esperma em um recurso valioso, enquanto fatores como aparência, perfil genético e informações pessoais tornam alguns doadores mais “populares” do que outros. Países como a Dinamarca se destacam como grandes exportadores, impulsionados por uma cultura mais aberta à doação e por características genéticas consideradas atrativas no mercado internacional.

Especialistas alertam, porém, para os desafios éticos e regulatórios desse modelo, já que as regras variam entre países e permitem que um único doador gere dezenas ou até centenas de filhos sem ter conhecimento disso. A falta de um controle global aumenta preocupações relacionadas à saúde, identidade, privacidade e impactos psicológicos sobre crianças e doadores. Diante disso, autoridades europeias discutem a criação de registros internacionais e limites mais rígidos, em um esforço para equilibrar o direito de formar famílias com a segurança e a responsabilidade social.

Com informações: BBC News Brasil

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