Planos de saúde têm reajuste médio de 11,15% em 2025
O reajuste médio dos planos de saúde coletivos chegou a 11,15% em 2025, segundo dados da ANS referentes até agosto. Embora represente uma leve desaceleração em relação aos últimos dois anos, o aumento ainda pesa principalmente para pequenos contratos, com até 29 vidas, que registraram alta de 14,81%. Esse comportamento reflete o impacto crescente dos custos assistenciais, como consultas, exames, internações e a maior utilização dos serviços.
Entre as maiores operadoras do país, a Amil apresentou o reajuste mais elevado, com 15,75%, seguida pela Porto Seguro Saúde (15,08%), Bradesco Saúde (12,62%), Unimed Nacional (12,48%) e SulAmérica (12,45%). Empresas como Hapvida e Notre Dame Intermédica sustentam que mantêm um dos menores tickets médios do setor, graças a modelos mais verticalizados e integrados, enquanto outras operadoras justificam os reajustes pelo aumento da demanda, insumos mais caros e necessidade de manter a sustentabilidade dos contratos.
A Fenasaúde avalia que o índice de 11,15% é o menor dos últimos anos, atribuindo a desaceleração ao fortalecimento da gestão de custos, revisão de contratos e combate a fraudes. A entidade destaca, porém, que fatores estruturais continuam pressionando os valores: incorporação de novas tecnologias, envelhecimento da população, aumento de doenças crônicas e judicialização. A expectativa é de que, até o fim de 2025, o reajuste final fique em torno do dobro do IPCA.
Com informações: Folha de São Paulo





