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Violência psicológica cresce em Goiás e desafia investigação

A violência psicológica contra mulheres segue em expansão no Brasil e atinge índices preocupantes em Goiás, que ocupa o nono lugar no ranking nacional, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025. Entre 2023 e 2024, o estado registrou aumento de 8,1% nos casos de perseguição e 7,3% nos registros de violência psicológica, refletindo um cenário alarmante que afeta milhares de mulheres. De acordo com o Instituto DataSenado, 88% das brasileiras já sofreram algum tipo de violência psicológica ao longo da vida.

Para a delegada Ana Elisa Gomes, titular da Delegacia Estadual de Atendimento Especializado à Mulher (DEAEM), o combate a esse tipo de violência é especialmente desafiador porque ocorre, em grande parte, dentro de casa e envolve vínculos emocionais. Ela ressalta que, diferentemente da violência física, cujas provas são imediatas e materiais, a violência psicológica exige uma investigação minuciosa para comprovar o dano emocional. Muitas vítimas precisam relatar traumas repetidamente, enfrentando burocracia, desgaste e a dificuldade de acessar laudos médicos e psicológicos – documentos frequentemente exigidos pelo Ministério Público.

Apesar desse cenário, a Polícia Civil busca aprimorar o acolhimento e a especialização de suas equipes para garantir que as denúncias sejam tratadas com respeito e sensibilidade. A delegada alerta que a subnotificação é imensa e que os números oficiais representam apenas uma parte do problema, já que nem 20% das violências chegam às autoridades. Ela reforça que denunciar salva vidas: estatísticas mostram que a maioria dos feminicídios envolve mulheres que nunca procuraram ajuda. Medidas protetivas, apoio psicológico e a denúncia são ferramentas fundamentais para romper o ciclo de violência e prevenir tragédias.

Com informações: Poder Goiás

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