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Europa enfrenta crise de ovos por surtos de doenças aviárias

A Europa vive uma nova crise na produção de ovos devido a surtos de gripe aviária e doença de Newcastle, que vêm provocando o abate sanitário de milhares de aves em vários países. Na Polônia, um dos maiores produtores do continente, a situação é crítica: a Câmara Nacional de Produtores de Aves informa que a oferta despencou e os preços subiram até 60% em comparação ao ano passado. Apenas entre outubro e novembro, o aumento foi de 12%. Segundo a presidente da entidade, Katarzyna Gawronska, os plantéis não conseguem ser recompostos no ritmo necessário para equilibrar o mercado.

Os surtos consecutivos dessas doenças, registrados desde 2024, agravaram o cenário em 2025 e dificultam a recuperação da produção em toda a União Europeia. A gripe aviária e a doença de Newcastle exigem abate imediato dos animais infectados, o que reduz drasticamente a disponibilidade de ovos e pressiona os preços. Para conter a crise, o ministro da Agricultura da Polônia, Stefan Krajewski, afirma que o governo estuda reforçar protocolos de biossegurança, ampliar a vacinação contra Newcastle e intensificar medidas sanitárias nas granjas. Ele também garantiu que produtores que seguirem todas as normas poderão receber indenização estatal.

A preocupação na Europa ecoa o que ocorreu nos Estados Unidos no início do ano, quando o país enfrentou grave escassez e precisou importar ovos — muitos deles do Brasil — para atender à demanda interna. Embora os países europeus não estejam entre os principais compradores do produto brasileiro, o avanço da crise pode abrir novas oportunidades comerciais. Em outubro, o Brasil exportou 2.366 toneladas de ovos, tendo Chile, Japão, México, Equador e Emirados Árabes como principais destinos.

Com informações: Band

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