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Agrofloresta ganha força como solução sustentável e ferramenta contra mudanças climáticas

A integração entre produção agrícola e preservação ambiental vem ganhando destaque como uma das estratégias mais promissoras para enfrentar a crise climática. Conhecida como agrofloresta, a prática combina lavouras e árvores em um mesmo ambiente, recuperando solos, ampliando a biodiversidade e reduzindo emissões de carbono. Para especialistas como o engenheiro agrônomo Moisés Savian, do Ministério do Desenvolvimento Agrário, o sistema atua tanto na mitigação quanto na adaptação às mudanças climáticas, ao transformar áreas degradadas em ecossistemas produtivos e resilientes. A técnica, ancestral entre povos indígenas da Amazônia, voltou ao centro das discussões durante a COP 30, realizada em Belém.

Além de seu impacto ambiental, a agrofloresta tem potencial de fortalecer a segurança alimentar e gerar renda para agricultores. Projetos como o desenvolvido em Botuporã (BA), em parceria com comunidades da França, mostram como a troca de conhecimentos pode capacitar jovens e valorizar práticas sustentáveis. Voluntários estrangeiros permanecem até oito meses no Brasil aprendendo técnicas de agricultura orgânica, enquanto produtores locais passam por formações que culminam na publicação de materiais educativos e em ações de fortalecimento rural. A agroecologia também ganha força entre indivíduos, como o jornalista Wylliam Torres, que reforça o papel da prática na conservação ambiental e na justiça social.

Segundo Savian, o Brasil possui amplo potencial para expandir áreas de florestas produtivas, especialmente em pastagens subutilizadas e regiões degradadas. A estratégia, afirma, depende de políticas de incentivo, crédito agrícola e da conscientização dos consumidores sobre o impacto positivo dos produtos florestais. Iniciativas como a criação de prateleiras exclusivas para itens de origem sustentável, com pagamento antecipado a agricultores, exemplificam como o mercado pode impulsionar a transição para uma economia de baixo carbono. Para o secretário, manter a “floresta em pé” é um processo contínuo, capaz de funcionar como uma “dose homeopática” contra a emergência climática, combinando restauração, preservação e produção responsável.

Com informações: Agência Brasil

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