Novos medicamentos ampliam opções para tratar sintomas da menopausa
Uma nova geração de medicamentos não hormonais está transformando o tratamento dos sintomas da menopausa, especialmente as ondas de calor. Após décadas em que a reposição hormonal era praticamente a única alternativa disponível, substâncias como o fezolinetant e o elinzanetant surgem como opções promissoras para mulheres que não podem ou não desejam usar hormônios. Esses medicamentos atuam diretamente no centro termorregulador do cérebro, restaurando o equilíbrio térmico sem interferir nos demais efeitos hormonais.
O fezolinetant, aprovado pela FDA em 2023, foi o primeiro dessa classe e demonstrou redução significativa na frequência e intensidade dos fogachos, com melhora já nos primeiros dias de uso. Administrado por via oral e bem tolerado, exige acompanhamento das enzimas hepáticas devido ao risco raro de lesão no fígado. Já o elinzanetant, liberado em 2025 nos Estados Unidos, age como antagonista duplo de neurocininas 1 e 3, potencializando a resposta terapêutica. Em estudos clínicos, mostrou benefícios adicionais, como melhora do sono e da qualidade de vida das pacientes. Ambos aguardam aprovação da Anvisa para comercialização no Brasil.
Especialistas apontam que essas novas terapias não substituem a reposição hormonal, ainda considerada padrão ouro, mas representam um avanço importante para quem não pode utilizá-la — especialmente mulheres com histórico de câncer de mama, trombose ou doenças hepáticas. A ginecologista Alessandra Bedin destaca que, após anos de limitações terapêuticas, a chegada desses medicamentos oferece alternativas reais para casos antes sem solução eficaz. Enquanto não chegam ao país, ela ressalta que hábitos saudáveis, como boa alimentação, sono regular e atividade física, seguem sendo pilares essenciais no controle dos sintomas da menopausa.
Com informações: Folha de São Paulo





