FDA autoriza teste de longo prazo de interface cerebral da Paradromics
A Paradromics anunciou que recebeu aprovação da FDA para iniciar o primeiro ensaio clínico de longo prazo de sua interface cérebro-computador (BCI). A partir do próximo ano, dois voluntários que perderam a capacidade de falar devido a doenças neurológicas receberão o implante, cujo objetivo é testar a segurança do dispositivo e restaurar a comunicação em tempo real. O sistema usa uma grade de eletrodos implantada no córtex, conectada a um transmissor no tórax, que transforma sinais neurais em texto ou voz sintética baseada na fala original dos pacientes.
O estudo também vai avaliar se o dispositivo consegue interpretar movimentos imaginados das mãos para controlar um cursor, podendo evoluir para até dez voluntários em fases posteriores. A iniciativa coloca a Paradromics em posição de destaque em um setor que inclui concorrentes como Neuralink e Synchron, todas empenhadas no desenvolvimento de BCIs mais estáveis, duradouras e minimamente invasivas. Especialistas destacam que um sistema totalmente implantável é fundamental para que a tecnologia avance para aplicações clínicas reais.
Dados pré-clínicos reforçam o otimismo: testes em ovelhas indicaram estabilidade dos sinais por três anos e uma taxa de transferência de informações até 20 vezes superior à de outros dispositivos. A empresa afirma priorizar segurança e durabilidade, critérios considerados essenciais por neurocientistas para o avanço da área. Enquanto diferentes tecnologias disputam espaço, pesquisadores ressaltam que a diversidade de opções será crucial para beneficiar futuros pacientes com limitações severas de mobilidade ou comunicação.
Com informações: Nature





