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Terapias com anticorpos avançam no combate a vírus como HIV, gripe aviária e COVID-19

Pesquisadores ao redor do mundo estão investindo no desenvolvimento de terapias com anticorpos capazes de combater doenças infecciosas graves, como HIV, gripe aviária e COVID-19. Essas terapias utilizam anticorpos sintéticos — produzidos a partir da combinação de células humanas e de camundongos — para reduzir a gravidade das infecções e, em alguns casos, oferecer uma alternativa aos tratamentos tradicionais. Embora grande parte dos medicamentos com anticorpos atualmente seja voltada ao tratamento de câncer e doenças autoimunes, o avanço das pesquisas tem ampliado seu uso para o campo das viroses.

Na Universidade de Hong Kong, o pesquisador Runhong Zhou desenvolveu um anticorpo de dupla ação contra o vírus da gripe aviária H5N1, que age tanto sobre a estrutura do vírus quanto sobre os receptores das células humanas. O tratamento demonstrou eficácia em neutralizar diferentes cepas do H5N1 em laboratório, superando modelos anteriores de anticorpos monoclonais. Outras equipes, como a da Universidade Columbia, em Nova York, também criam painéis de anticorpos para rastrear mutações do vírus e antecipar possíveis variantes resistentes.

Já no tratamento do HIV, a cientista Sharon Lewin, do Instituto Peter Doherty, na Austrália, busca empregar anticorpos de amplo espectro para eliminar células infectadas que permanecem dormentes mesmo após a terapia antirretroviral. Estudos recentes indicam que a aplicação dessas moléculas pode estimular o sistema imunológico a controlar o vírus e até reduzir a necessidade de medicamentos contínuos. Apesar dos resultados promissores, os desafios ainda incluem custos elevados, produção limitada e a ausência de versões orais, mas os cientistas acreditam que as terapias com anticorpos representam uma das fronteiras mais promissoras da medicina moderna no enfrentamento de pandemias e doenças crônicas.

Com informações: Nature

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