Roubo no Louvre expõe fragilidade na proteção de tesouros franceses
Um assalto cinematográfico abalou o Museu do Louvre, em Paris, no último fim de semana. Ladrões invadiram a Galeria Apolo e levaram joias da coroa pertencentes à imperatriz Eugênia, esposa de Napoleão III. As peças, incrustadas com diamantes, safiras e esmeraldas, foram avaliadas em cerca de € 88 milhões (R$ 550 milhões). Embora o valor seja altíssimo, o prejuízo é considerado incalculável, já que o museu não possuía seguro para o acervo — e o que foi levado representa parte insubstituível do patrimônio histórico da França.
O Louvre, como outros grandes museus nacionais, não mantém apólices privadas. O governo francês atua como seu próprio segurador, uma vez que o custo para proteger financeiramente obras como a “Mona Lisa” ou a “Vênus de Milo” seria de bilhões de euros anuais. Segundo especialistas, a alternativa mais viável é o investimento contínuo em vigilância e segurança. O roubo reacendeu o debate sobre a vulnerabilidade de instituições culturais frente a crimes sofisticados e à necessidade de modernizar os sistemas de proteção.
As joias roubadas, que faziam parte das coleções nacionais, são protegidas por lei e não podem ser vendidas nem transferidas, o que as torna fora do escopo de qualquer seguro tradicional. Autoridades francesas reforçam que o valor artístico e simbólico dessas peças não pode ser mensurado — e mesmo uma indenização milionária jamais recuperaria a história que elas carregam. O caso é considerado um dos maiores golpes contra o patrimônio francês nas últimas décadas e acende um alerta mundial sobre a segurança em museus.
Com informações: Folha de São Paulo





