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Consumo de arroz e feijão atinge o menor nível em seis décadas

O arroz e o feijão, dupla que há gerações representa a base da alimentação brasileira, estão perdendo espaço à mesa. Dados da Embrapa e de institutos de mercado mostram que, em 2025, o consumo dos dois grãos atingiu o menor patamar desde os anos 1960. Mesmo com a queda de preços no primeiro semestre — o arroz ficou 14,2% mais barato e o feijão 17,5% —, a procura continua em baixa, refletindo não apenas questões econômicas, mas também mudanças de hábitos, rotinas e padrões alimentares.

A vida acelerada e a busca por praticidade têm alterado o cardápio das famílias. Cozinhar arroz e feijão diariamente deixou de ser prioridade para muitos brasileiros, especialmente os que moram sozinhos ou têm pouco tempo entre o trabalho e os estudos. Marmitas prontas, alimentos congelados e refeições industrializadas ganharam terreno. Segundo a Scanntech, o consumo de arroz caiu 4,7% e o de feijão 4,2% apenas nos seis primeiros meses do ano, mesmo com preços historicamente baixos.

Além da rotina corrida, novas tendências alimentares também influenciam esse cenário. Dietas com menos carboidratos e foco em proteínas têm levado principalmente os mais jovens a substituir a tradicional combinação por saladas com carnes, pratos únicos e lanches rápidos. A queda preocupa nutricionistas, que alertam para os impactos na saúde e na segurança alimentar, e também afeta o campo, já que pequenos produtores de arroz e feijão enfrentam redução na demanda e risco de perda de renda.

Com informações: Globo

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