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Café feito de “cocô de gato” revela segredo do sabor exótico

Pesquisadores descobriram o que dá origem ao sabor inconfundível do famoso café de civeta, conhecido popularmente como “café de cocô de gato” — uma das bebidas mais caras e curiosas do mundo. Produzido a partir de grãos ingeridos e excretados por civetas-palmeiras asiáticas, o café pode custar até US$ 75 por xícara e impressiona pelo aroma marcante. Segundo um estudo da Universidade Central de Kerala, na Índia, os grãos digeridos pelos animais apresentam altas concentrações de dois compostos aromáticos — os ácidos caprílico e cáprico —, também usados em laticínios para realçar sabores, o que ajuda a explicar suas notas únicas.

Originário da Indonésia, onde é chamado de Kopi Luwak, o café ganhou fama internacional por seu sabor intenso e perfil sensorial diferenciado, que mistura toques de nozes, chocolate e terra. A pesquisa, publicada na revista Scientific Reports, mostrou que a fermentação natural no sistema digestivo das civetas altera a composição dos grãos, intensificando o aroma e a cremosidade. Os cientistas acreditam que, ao entender as enzimas e bactérias envolvidas nesse processo, será possível reproduzir o sabor do “café de cocô de gato” artificialmente — sem o uso de animais.

Apesar do prestígio, o produto é alvo de críticas de grupos de proteção animal, já que em muitas fazendas as civetas são mantidas em cativeiro para atender à alta demanda. A expectativa dos pesquisadores é que, com o avanço da ciência, seja possível criar versões éticas e sustentáveis dessa bebida exótica, preservando seu sabor raro sem causar sofrimento aos animais.

Com informações: Nature

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