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Inteligência artificial avança no apoio à saúde mental no SUS

Com mais de 1 bilhão de pessoas vivendo com transtornos mentais, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cresce a busca por soluções tecnológicas que ampliem o acesso a diagnósticos e tratamentos. No Brasil, o Ministério da Saúde apoia o desenvolvimento do aplicativo “e-Saúde Mental”, uma ferramenta baseada em inteligência artificial (IA) e machine learning que promete facilitar a detecção precoce de transtornos como ansiedade e depressão. O sistema, em fase de testes, será integrado às unidades básicas de saúde, oferecendo suporte a profissionais e pacientes do SUS, e gerando dados para subsidiar políticas públicas.

O aplicativo permitirá que o paciente preencha questionários digitais sobre sintomas como insônia e ansiedade, enviando os resultados automaticamente para o prontuário eletrônico. A partir disso, o sistema emitirá alertas às equipes médicas e sugerirá condutas terapêuticas, de orientações e exercícios de relaxamento a encaminhamentos especializados. Segundo o coordenador do projeto, o professor Paulo Rossi, da USP, o objetivo é otimizar o trabalho dos especialistas e reduzir a sobrecarga dos serviços. A plataforma também poderá apoiar a gestão pública, mapeando padrões e tendências de saúde mental no país.

Apesar do potencial, especialistas defendem cautela no uso da IA para diagnósticos psicológicos. A psiquiatra Laura Helena Andrade, da USP, alerta que “o contato humano é insubstituível”, já que algoritmos não captam a complexidade emocional de cada caso. Outros profissionais, como o psiquiatra Afonso Baleeiro, veem a tecnologia como aliada, capaz de ampliar o alcance do atendimento e orientar médicos generalistas. O projeto ainda passará por avaliação científica antes de ser incorporado ao SUS, mas representa um passo importante na integração entre tecnologia e saúde mental no país.

Com informações: Folha de São Paulo

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