Amigdalite: infecção comum que pode evoluir para casos graves
A morte de uma jovem de 20 anos em Goiânia, após complicações de uma amigdalite, acendeu o alerta para os riscos dessa infecção aparentemente simples. O caso, atendido no Hospital de Urgências de Goiás (Hugo), chamou atenção da comunidade médica e do público sobre a importância do diagnóstico e tratamento adequados. Segundo a otorrinolaringologista Juliana Caixeta, embora seja comum, a infecção de garganta pode evoluir rapidamente e causar complicações sérias, como abscessos, febre reumática e até infecção generalizada (sepse).
A amigdalite é a inflamação das amígdalas — estruturas que fazem parte do sistema de defesa do corpo — e pode ter origem viral ou bacteriana. Entre os sintomas mais frequentes estão dor intensa na garganta, febre, dificuldade para engolir, mal-estar e ínguas no pescoço. Quando causada por bactérias, especialmente o estreptococo, o tratamento deve incluir antibióticos, sempre com orientação médica. Juliana destaca que, em alguns casos, testes rápidos ajudam a diferenciar as causas e a definir o melhor tratamento.
Embora a mortalidade relacionada à amigdalite seja rara, os casos graves revelam o perigo das infecções não tratadas corretamente. A médica reforça que a demora no atendimento, a resistência bacteriana e a automedicação estão entre os fatores que mais contribuem para complicações fatais, como edema cerebral e falência de órgãos. A prevenção é simples, baseada em higiene das mãos e cuidados respiratórios, mas o acompanhamento médico é essencial, especialmente quando os sintomas persistem ou se agravam.
Com informações: Palavra Comunicação/Mateus Moreira





