Planos de saúde alertam para alta nos custos com remédios contra o câncer
A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) manifestou preocupação com o aumento expressivo dos gastos das operadoras de planos de saúde após a aprovação da Lei nº 14.307/2022, que acelerou a incorporação de novas tecnologias ao rol da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). Segundo dados divulgados pela agência, 81% das novas coberturas obrigatórias desde 2022 referem-se a medicamentos, sendo a maior parte voltada a tratamentos oncológicos. Em 2024, as despesas com esses remédios chegaram a R$ 4,2 bilhões, um aumento de 63% em relação a 2021.
Os medicamentos orais contra o câncer representaram cerca de 70% das novas inclusões no rol da ANS. No total, os gastos com remédios pelos planos de saúde somaram R$ 22,6 bilhões em 2024, com crescimento acumulado de 61% desde 2021. O diretor-executivo da FenaSaúde, Bruno Sobral, defendeu que o processo de incorporação de novas terapias seja acompanhado de avaliação técnica rigorosa e transparência, para garantir o equilíbrio entre inovação, acesso e sustentabilidade financeira do sistema.
Mesmo diante da elevação dos custos assistenciais, o setor registrou lucro líquido de R$ 5,5 bilhões no segundo trimestre de 2025 — mais que o dobro do obtido no mesmo período do ano anterior. De acordo com a ANS, esse é o melhor resultado para o período desde 2020, reforçando a recuperação das operadoras após anos de alta nas despesas e desafios com a ampliação das coberturas.
Com informações: Folha de São Paulo





