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Girafas passam a ser divididas em 4 espécies em nova classificação científica

Mudança tem como objetivo permitir uma melhor proteção desses animais Número de espécimes diminuiu em torno de 40% entre 1985 e 2015, até alcançar 98 mil

Existem quatro espécies de girafa, não apenas uma, segundo uma nova classificação anunciada nesta quinta-feira (21) pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). A mudança tem como objetivo permitir uma melhor proteção desse animal catalogado como vulnerável.

Inicialmente assimilada a um cervídeo, a girafa obteve um gênero próprio no final do século 18: Giraffa giraffa, relembra o grupo de especialistas da UICN em seu relatório.

A organização especifica as diversas classificações atribuídas desde então a esse animal exclusivamente africano, utilizando elementos de morfologia, genética e ambiente.

A girafa, historicamente considerada como uma única espécie que incluía nove subespécies, está na realidade constituída por quatro espécies, segundo o grupo da UICN. Estas são a girafa-do-norte (Girafa camelopardalis), a girafa-reticulada (J. reticulata), a girafa-masai (J. tippelskirchi) e a girafa-do-sul (J. giraffa).

A distinção permite uma “compreensão mais detalhada das ameaças e oportunidades de conservação perante essas diferentes espécies nas diversas regiões que habitam na África“, segundo o comunicado.

A UICN catalogou desde 2016 a girafa na categoria de vulnerável em sua Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas, quando em sua avaliação anterior de 2010 era ainda considerada como de “menor preocupação”.

Em escala continental, o número de girafas diminuiu em torno de 40% entre 1985 e 2015, até alcançar aproximadamente 98 mil animais, de acordo com a UICN, que, entretanto, identificou dinâmicas regionais diferenciadas.

Embora aumentos notáveis tenham sido registrados no sul da África, graves retrocessos foram constatados no leste e centro da África, destacou a UICN em 2019.

A nova classificação mantém sete das nove subespécies iniciais, distribuídas entre três espécies. Como a girafa-da-núbia, que pertence à girafa camelopardalis, ou a angolana, que pertence à girafa giraffa.

Fonte: Folha de São Paulo

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