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Função crédito vai ser liberada no Pix em setembro; saiba mais

Nova função do Pix vai permitir parcelamento com crédito a partir de setembro; veja como vai funcionar.

O sistema de pagamentos instantâneos mais popular do Brasil se prepara para dar mais um passo importante em sua trajetória de inovação. A partir de setembro, o Banco Central lança oficialmente a aguardada função crédito do Pix, que permitirá aos consumidores parcelarem suas compras pelo aplicativo, enquanto os vendedores receberão o valor integral no mesmo momento.

Essa novidade tem potencial para transformar novamente a dinâmica do mercado de pagamentos no país, intensificando a disputa com os cartões de crédito tradicionais — cujas principais bandeiras, como Visa e Mastercard, são estrangeiras.

Além disso, a chegada da função ocorre em meio a críticas do governo dos Estados Unidos, que abriu uma investigação para apurar práticas “desleais” no setor de pagamentos eletrônicos brasileiro.

Atualmente, a maioria dos bancos já oferece algum tipo de parcelamento com crédito via Pix. Porém, o que muda agora é que o Banco Central vai padronizar as regras, a experiência do usuário e os mecanismos de segurança para todos os participantes do sistema.

Na prática, a nova funcionalidade vai permitir que o pagador divida o valor da transação em parcelas mensais, diretamente pelo Pix, e o vendedor receba à vista. Isso elimina a dependência dos cartões para quem deseja parcelar uma compra.

Segundo o BC, a novidade reforça o compromisso de ampliar o acesso da população ao crédito e reduzir custos para consumidores e comerciantes.

O impacto para consumidores e empresas

O Pix já é hoje o método de pagamento mais usado no país, com mais de 6 bilhões de transações mensais, que movimentam cerca de R$ 2,8 trilhões. Desde que foi lançado, em novembro de 2020, a ferramenta desbancou TED, DOC e reduziu o uso de dinheiro em espécie.

Agora, com a chegada do parcelamento, especialistas apontam que os cartões de crédito podem perder ainda mais espaço. Além de gratuito e instantâneo, o Pix promete taxas mais competitivas para o crédito, o que tende a beneficiar especialmente micro e pequenas empresas, além dos consumidores com menos acesso a limites elevados nos cartões.

Outras novidades previstas para o Pix

A função crédito é apenas uma das várias inovações planejadas para o sistema. Em 2024, o Banco Central já colocou em operação:

  • Pix por aproximação: permite transferências sem abrir o app do banco;
  • Pix automático: possibilita pagamentos recorrentes, como mensalidades e assinaturas.

Para os próximos meses e anos, a agenda do BC prevê ainda:

  • Cobrança híbrida: pagamentos via QR Code do Pix com boletos;
  • Garantia em empréstimos: uso do fluxo de recebíveis do Pix como garantia para crédito de pequenas empresas, previsto para 2026;
  • Transferências offline: projeto em estudo para permitir transações mesmo sem internet.

Essas inovações reforçam a visão do Banco Central de que o Pix é uma ferramenta essencial para aumentar a bancarização no Brasil e promover mais competição no sistema financeiro.

EUA questionam modelo brasileiro

A expansão do Pix também trouxe repercussões internacionais. Em um documento recente, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) criticou, sem mencionar diretamente o Pix, a adoção de “práticas desleais” pelo Brasil ao favorecer serviços de pagamento desenvolvidos pelo governo.

O relatório sugere que o crescimento do Pix poderia prejudicar empresas americanas que operam no mercado brasileiro de pagamentos eletrônicos.

Para os técnicos do BC, no entanto, o Pix beneficia todo o ecossistema financeiro e tecnológico brasileiro, ao abrir espaço para novos negócios e reduzir custos para todos os envolvidos.

Por que o Pix é tão importante?

Desde sua estreia, o Pix vem sendo tratado como um caso de sucesso internacional por democratizar o acesso a pagamentos digitais. Gratuito para pessoas físicas, rápido e seguro, ele promoveu inclusão financeira e mudou hábitos de consumo em poucos anos.

A cada nova funcionalidade, o sistema reafirma sua capacidade de inovar e atender às demandas da sociedade, enquanto pressiona o mercado a oferecer melhores condições. A função crédito promete intensificar esse movimento.

Orientações para os usuários

A expectativa é de que os bancos e instituições financeiras comecem a liberar a nova funcionalidade em setembro, logo após a regulamentação ser publicada. Por isso, consumidores devem:

  • Atualizar os aplicativos bancários antes de usar a nova função;
  • Conferir as taxas praticadas por cada instituição para o parcelamento;
  • Planejar as compras para evitar endividamento excessivo.

Para as empresas, a orientação é verificar com o banco ou adquirente como ativar a opção de recebimento via Pix crédito e avaliar as vantagens em relação aos cartões.

Fonte: Seu Crédito Digital

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