“Silva” lidera ranking dos sobrenomes mais comuns do Brasil, aponta IBGE
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, pela primeira vez, a lista dos sobrenomes mais populares do país — e confirmou o que muitos já imaginavam: o Brasil é uma nação de Silvas. O sobrenome lidera o ranking com mais de 34 milhões de registros, o equivalente a 16,7% da população brasileira. Em seguida aparecem Santos (21,4 milhões) e Oliveira (11,7 milhões). Juntos, os 20 sobrenomes mais comuns representam grande parte da identidade familiar nacional.
Os Silvas predominam especialmente no Nordeste, com destaque para Alagoas e Pernambuco, onde mais de um terço da população carrega o nome. No município pernambucano de Belém de Maria, o sobrenome está presente em quase 64% dos habitantes. A origem do nome remonta à Roma Antiga, derivando do latim silva, que significa “floresta”. O termo ressurgiu na Península Ibérica no século XI e ganhou força no Brasil colonial, adotado por portugueses e, posteriormente, por pessoas escravizadas — muitas vezes acrescido da preposição “da”, em referência a seus senhores.
O estudo também aborda a evolução dos sobrenomes ao longo da história. No Brasil, o uso de nomes familiares se consolidou apenas a partir do século XIX, com a secularização dos registros civis e a influência de costumes europeus. Até meados do século XX, era comum mulheres adotarem o sobrenome do marido — prática que se tornou opcional em 1977 e vem diminuindo desde então. Hoje, a tendência é pela preservação dos nomes de origem e pela igualdade entre gêneros nos registros familiares.
Com informações: Folha de São Paulo





