Notícias

Câncer na coluna é a terceira causa mais frequente de dores nas costas

Neurocirurgião especialista em coluna aproveita o Dia Mundial de Combate ao Câncer para alertar sobre os tumores na coluna vertebral, destacando as causas, prevenção e tratamento

Em 8 de abril é comemorado o Dia Mundial de Combate ao Câncer, data criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), para conscientizar a população sobre a prevenção do câncer, que é a segunda doença que mais mata no mundo. A data busca enfatizar a importância do diagnóstico precoce e do tratamento eficaz; instruir os pacientes que lutam contra a doença e reforçar a luta contra o câncer, uma das doenças mais desafiadoras da atualidade 

O médico neurocirurgião especialista em coluna Túlio Rocha aproveita a data para alertar sobre o câncer na coluna vertebral, que é a terceira causa mais frequente de dores nas costas. Os tumores são causados por compressão sobre a medula espinhal, raízes nervosas ou por invasão da estrutura óssea da coluna. Embora sejam pouco comuns, as neoplasias na coluna vertebral podem ser bastante graves e exigem tratamento imediato. 

A formação do tumor se dá devido ao agrupamento de células anormais, que podem se localizar dentro ou fora das vértebras, ou seja, em vez de morrerem após um certo período, como as células normais, essas células anormais continuam a se dividir e se acumular e formam uma massa ou tumor. “Dependendo do tipo de células envolvidas, o tumor pode ser sólido e compacto ou ter características diferentes, como o envolvimento de tecidos moles ou ósseos”, esclarece o médico.

Os cânceres na coluna vertebral também podem ser secundários, quando causados por quadros metastáticos, ou seja, podem ser resultantes de outros cânceres distantes. Os tumores primários que mais frequentemente geram metástases na coluna são câncer de mama, pulmão e próstata, que migram para a região da coluna através do sangue. De acordo com o neurocirurgião, os tumores secundários são 40 vezes mais frequentes que os primários.

Alerta para os sintomas

Os tumores da coluna vertebral podem ser benignos ou malignos e podem ocorrer em diversas áreas da coluna, incluindo a cervical, torácica, lombar e sacral. Túlio Rocha destaca que os sinais de alerta para o aparecimento de tumores de coluna variam. “Dores nas costas com piora durante a noite, fraqueza muscular, mobilidade reduzida, dormência, perda de sensibilidade dos membros, perda repentina de peso, disfunção erétil e distúrbios urinários e intestinais”, afirma o neurocirurgião.  

Túlio Rocha informa ainda que alguns tumores podem invadir os tecidos adjacentes, como músculos, ligamentos e nervos da coluna vertebral. “O crescimento do tumor pode comprimir ou danificar estruturas importantes, como a medula espinhal e nervos, levando a sintomas como dor, fraqueza e alterações na função motora e sensorial”, explica o neurocirurgião.

O médico orienta que os pacientes procurem um especialista em coluna imediatamente se notarem algum desses sintomas associados, para que o profissional faça o diagnóstico adequado e, na evidência de um quadro tumoral, comece o tratamento com urgência. “O tratamento do câncer na coluna varia de acordo com o tipo de câncer, a localização, o estágio e a saúde geral do paciente”, explica Túlio Rocha.

Tratamentos e qualidade de vida

As abordagens mais frequentes para tratamento de câncer nessa região incluem cirurgia, para a remoção do tumor ou alívio da pressão na coluna vertebral causada pelo câncer. A radioterapia é usada para destruir células cancerígenas ou reduzir o tamanho do tumor, enquanto a quimioterapia é realizada por meio da administração de medicamentos para matar células cancerígenas ou impedir seu crescimento. Já a imunoterapia atua com estímulo ao sistema imunológico do corpo para combater o câncer.

Tem ainda a terapia alvo, um tipo de tratamento para o cancro que utiliza fármacos para detectar e destruir seletivamente as células cancerígenas, preservando as células saudáveis. Ela baseia-se no conhecimento das características moleculares e genéticas das células tumorais, que são únicas para cada tipo de cancro e têm alterações genéticas específicas que impulsionam o seu crescimento descontrolado.

O especialista em coluna explica que o tratamento do câncer geralmente é associado a tratamentos sintomáticos. “Frequentemente atrelamos os tratamentos para eliminar o tumor com a aplicação de analgésicos e sessões de fisioterapia para aliviar os sintomas, pois o interesse médico não é apenas eliminar o tumor, mas sim melhorar a qualidade de vida dos pacientes”, afirma.

A escolha do tratamento deve ser feita com base em uma avaliação completa da condição do paciente. “Os pacientes devem ser avaliados caso a caso para a escolha do tratamento ideal, que geralmente vai envolver uma combinação dessas abordagens”, esclarece Túlio Rocha. Ele destaca que é importante discutir todas as opções de tratamento com um oncologista para desenvolver um plano de tratamento personalizado.

Fonte: Lorena Lobo/ Palavra Comunicação

Artigos Relacionados

Botão Voltar ao Topo