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Porções encolhem nos EUA diante de custos e remédios para emagrecimento

As tradicionais porções “gigantes” que marcaram a gastronomia dos Estados Unidos estão ficando menores. Pressionados pelo aumento nos custos de alimentos, energia e mão de obra — além de cinco meses consecutivos de queda no movimento, segundo a Black Box Intelligence — restaurantes passaram a oferecer pratos reduzidos e opções mais acessíveis. A mudança também busca atrair consumidores com orçamento apertado, que procuram refeições mais baratas e compatíveis com um novo perfil de consumo.

Redes como PF Chang’s lançaram porções médias de pratos principais, enquanto o KFC anunciou ajustes no tamanho das porções em milhares de unidades no país. Já o Olive Garden incluiu itens em tamanho reduzido em seu cardápio. Analistas apontam ainda o impacto crescente dos medicamentos à base de GLP-1, usados para emagrecimento e controle do apetite. Estimativas indicam que cerca de 12% dos norte-americanos utilizam esses fármacos, o que tem levado parte dos clientes a comer menos ou priorizar refeições em casa.

Historicamente, as porções nos EUA cresceram ao longo do século 20, impulsionadas pela industrialização e pela abundância de alimentos. Especialistas afirmam que esse padrão contribuiu para desperdício e para a crise de obesidade no país. Agora, a redução das porções surge como estratégia econômica e resposta a uma nova mentalidade do consumidor, que demonstra maior preocupação com saúde, preço e desperdício — ainda que parte do público continue fiel aos pratos fartos que se tornaram marca registrada da culinária norte-americana.

Com informações: Folha de São Paulo

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