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Cidades que desmatam são mais pobres

Levantamento aponta que os municípios brasileiros que mais desmatam apresentam renda inferior à média nacional, contrariando a ideia de que a devastação gera desenvolvimento. A análise cruzou dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, por meio do sistema Prodes, com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, revelando que, entre 2008 e 2022, as 50 cidades que mais destruíram a vegetação registraram rendimento médio de R$ 2.092,68, abaixo dos R$ 2.850,64 da média nacional.

Entre os municípios mais afetados, 47 apresentam renda inferior ao índice do país. Cidades como Altamira e Lábrea lideram o desmatamento com baixos rendimentos. Apenas três cidades de Mato Grosso — Aripuanã, Nova Bandeirantes e Paranatinga — superam a média nacional, impulsionadas principalmente pela expansão da soja, embora especialistas apontem concentração de renda e baixa distribuição dos ganhos.

Pesquisadores destacam que o desmatamento não traz progresso sustentável e pode agravar problemas sociais e ambientais. Segundo especialistas ligados ao Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, a devastação contribui para mudanças climáticas, redução de chuvas e aumento das temperaturas, afetando diretamente a produção agrícola e a qualidade de vida. Além disso, grande parte do desmate está ligada à ilegalidade e à concentração de riqueza, sem benefícios duradouros para a população local.

Com informações: Folha de São Paulo

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