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Lipoaspiração lidera cirurgias estéticas e acende alerta sobre segurança

A busca pelo corpo ideal mantém a lipoaspiração como o procedimento estético mais realizado no Brasil. Em 2024, foram registradas 289 mil cirurgias, o equivalente a 790 por dia, segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética. O país lidera o ranking mundial, com mais de 2,3 milhões de cirurgias plásticas no ano — e 75% delas com fins estéticos. A popularidade da lipo reflete não apenas a cultura da aparência, mas também o acesso facilitado a procedimentos cirúrgicos, com preços competitivos e ampla divulgação nas redes sociais.

Especialistas explicam que o sucesso do método está ligado à promessa de resultados rápidos e visíveis, mas alertam que o procedimento exige preparo físico, acompanhamento médico e ambiente hospitalar adequado. “É uma cirurgia que remodela o corpo, mas não substitui a perda de peso”, reforça o cirurgião plástico Marco Cassol. Nos últimos anos, técnicas como a lipo HD e a lipo a laser tornaram-se populares por oferecerem resultados mais definidos e recuperação mais rápida — embora ainda envolvam riscos como sangramentos, infecções, fibroses e, em casos graves, embolia gordurosa.

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) alerta que apenas cirurgiões plásticos habilitados podem realizar o procedimento e que ele deve ser feito em ambiente hospitalar. “Há uma exploração perigosa por parte de não especialistas tentando lucrar com a popularização da lipo, inclusive em locais sem estrutura adequada”, adverte o médico Fernando Amato, membro da SBCP. A entidade recomenda que os pacientes verifiquem o registro do profissional no site oficial da sociedade antes de marcar a cirurgia. O alerta é claro: a lipoaspiração pode transformar o corpo, mas deve ser feita com responsabilidade e segurança.

Com informações: Folha de São Paulo

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