Jenipapo ganha espaço no mercado global de corantes naturais
O mercado global de corantes naturais deve alcançar US$ 5,42 bilhões até 2031, com crescimento médio anual de 6,5%, segundo a consultoria Meticulous Market Research. A expansão acompanha a busca por ingredientes mais limpos, rastreáveis e livres de compostos artificiais, impulsionada por novas regulamentações e maior consciência dos consumidores. Nos Estados Unidos, a previsão de proibição de corantes artificiais até o fim de 2026 reforça essa mudança de cenário, diante de estudos que associam esses aditivos a problemas como obesidade, diabetes e câncer. Atualmente, 34% dos consumidores norte-americanos já afirmam preferir produtos sem corantes artificiais.
Nesse contexto, o Extrato de Jenipapo (Genipa americana L.) desponta como alternativa inovadora da biodiversidade brasileira. Aprovado em 2025 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso na indústria alimentícia, o ingrediente oferece tonalidade azul transparente e estável, obtida por meio da oxidação natural da polpa do fruto. Tradicionalmente utilizado por comunidades indígenas em pinturas corporais e rituais culturais, o jenipapo passa a substituir corantes sintéticos como o Azul Patente V, sendo livre de OGM e adequado para dietas veganas e vegetarianas, com aplicação em panificação, bebidas, confeitaria e laticínios.
A expansão do produto está ligada à atuação da Concepta Ingredients, que firmou em 2024 um Termo de Consentimento Prévio Informado (PIC) com a comunidade indígena Akroá-Gamella, no Piauí. A iniciativa integra o Programa Bio Abundância, voltado à estruturação de cadeias produtivas sustentáveis em biomas como Amazônia, Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica. A empresa, certificada como B Corporation, também estabeleceu metas de redução de 42% das emissões de gases de efeito estufa até 2030, consolidando o jenipapo como símbolo da bioeconomia brasileira e da conexão entre saber tradicional, inovação e sustentabilidade.
Com informações: Portal do Agronegócio





