Tênis nacionais que marcaram gerações
Muito antes da popularização das grandes marcas internacionais no Brasil, eram os tênis nacionais que dominavam os pés — e o imaginário — de crianças e jovens. Modelos coloridos, resistentes e cheios de personalidade faziam sucesso em uma época marcada pela ousadia visual e pela cultura pop analógica, em que as cores vibrantes eram tão presentes quanto as fitas K7. Marcas como Kichute, Conga, Bamba, Rainha e Montreal lideravam o mercado e se tornaram símbolos de uma geração.
Entre os maiores fenômenos estava o Kichute, lançado em 1970 pela Alpargatas, que chegou a vender mais de nove milhões de pares por ano no auge, no fim da década de 1970. Robusto e acessível, virou sinônimo de esporte e brincadeira. Ao lado dele, Conga e Bamba também conquistaram espaço com modelos simples, democráticos e multicoloridos. Com a abertura do mercado e a chegada massiva de tênis importados nos anos 1990, essas marcas perderam força e muitas acabaram descontinuadas.
Nas últimas décadas, porém, a nostalgia reacendeu o interesse por esses clássicos. Algumas marcas retornaram em versões repaginadas, aproveitando a estética retrô e o apelo emocional. É o caso do Bamba, relançado oficialmente em 2024, e do Kichute, que voltou ao mercado digital. Já o Rainha, criado em 1934 e popularizado nos anos 1980 após ser adquirido pela Alpargatas, segue ativo com vendas online e lojas físicas. Outras, como o Montreal — eternizado na TV por Silvio Santos — ficaram como ícones de uma era que ainda desperta memória afetiva e inspira novas gerações.
Com informações: Exame





