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Proteína vira aposta da indústria alimentícia

A busca por uma alimentação mais saudável e o avanço de medicamentos para emagrecimento impulsionaram a proteína ao centro das estratégias da indústria de alimentos. Empresas passaram a incluir o nutriente em produtos variados, de snacks e cereais a bebidas e itens de cafeteria. Redes como Starbucks e Dunkin’ já oferecem versões de bebidas com reforço proteico, enquanto o Chipotle lançou um cardápio voltado ao alto consumo de proteína. Até marcas tradicionais apostam na tendência, como a PepsiCo, que planeja lançar Doritos Protein e uma água proteica.

O movimento é sustentado por dietas populares, influenciadores digitais e pela disseminação dos medicamentos da classe GLP-1, usados na perda de peso e associados à redução de massa muscular. Novas diretrizes nutricionais divulgadas pelo governo de Donald Trump sugerem ampliar a ingestão do nutriente, defendendo seu consumo em todas as refeições. Nos Estados Unidos, produtos com alegação de alto teor proteico cresceram 4,6% em vendas no último ano, segundo a NielsenIQ, e a expectativa é de que a demanda global por proteína aumente 37% nos próximos cinco anos, conforme análise do Barclays.

O avanço da tendência também impacta cadeias produtivas. O preço do soro de leite (whey) subiu mais de 60% no último ano, enquanto empresas ampliam investimentos para atender à demanda, como a Coca-Cola, que está expandindo a produção da marca Fairlife. Por outro lado, nem todos acompanham o ritmo: a Beyond Meat enfrenta queda nas vendas. Especialistas alertam, porém, que a maioria dos consumidores já ingere proteína suficiente e que o excesso pode trazer riscos à saúde, mesmo diante da forte apelo de mercado.

Com informações: Folha de São Paulo

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