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Poesia ganha espaço na medicina e na ciência

A médica e pesquisadora Danielle Chammas transformou uma despedida marcante em poesia, mostrando como a arte pode integrar o cuidado em saúde. Seu poema, publicado na JAMA Oncology, retrata a experiência de uma paciente com câncer e reforça o papel da sensibilidade no acompanhamento clínico. A profissional atua na Universidade da Califórnia em São Francisco (UCSF), onde também coordena iniciativas que utilizam a poesia como ferramenta de acolhimento e apoio emocional.

A proposta tem base na chamada “medicina poética”, que busca criar espaços de escuta, expressão e conexão entre pacientes, profissionais e familiares. Para especialistas, a poesia permite compreender melhor experiências complexas, como o luto e a dor, indo além da abordagem técnica. A integração entre ciência e arte também aparece em outras áreas, com pesquisadores utilizando a escrita poética para comunicar conceitos, organizar ideias e até ampliar a compreensão de fenômenos científicos.

Exemplos dessa união incluem nomes históricos como Ada Lovelace e profissionais contemporâneos que transformam temas como mudanças climáticas, matemática e biologia em poesia. Para muitos cientistas, essa prática também tem efeito terapêutico, ajudando a lidar com desafios pessoais e profissionais. Especialistas destacam que a combinação entre razão e sensibilidade pode contribuir tanto para a inovação quanto para o bem-estar, reforçando a importância de abordagens mais humanas na ciência.

Com informações: Nature

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