Sobe para 11 número de mortos; 46 foram resgatados e 299 continuam desaparecidos

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Segundo números divulgados pelas forças de segurança de Minas Gerais, até as 15h10 deste sábado (26) haviam sido encontrados 11 corpos, um deles identificado como o de Marcelle Porto Cangussu, médica da empresa. De um total de 345 desaparecidos, 46 foram resgatados e encaminhados para unidades de saúde e outros 299 ainda não foram localizados. O número, no entanto, pode ser maior: na manhã deste sábado (26), a Vale divulgou uma lista com os nomes de mais de 400 funcionários com quem ainda não teve contato.

De acordo com a Folha, os trabalhos de resgate permanecem, dificultados pela ausência de energia elétrica e sinal de telefonia e internet em alguns locais. Os rejeitos atingiram a zona rural de Brumadinho, incluindo uma área administrativa e um refeitório da empresa, uma área residencial e uma pousada, que ficaram soterrados.

A barragem 1, que se rompeu, é uma estrutura de porte médio para a contenção de rejeitos e estava desativada. Seu risco era avaliado como baixo, mas o dano potencial em caso de acidente era alto.

Uma outra barragem, a de número 6, agora está sendo monitorada a cada uma hora pela Vale, junto com a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros. Bombas estão sendo usadas para fazer a sua drenagem e reduzir a quantidade de água, evitando novos problemas.

Pelos números 0800 285 7000 (Alô Ferrovia – prioritário) e 0800 821 5000 (Ouvidoria da Vale), a mineradora está recebendo informações sobre sobreviventes encontrados e desaparecidos, além de solicitações de apoio emergencial (abrigo, água, cesta básica, roupa, medicamento, transporte etc.).

Os contatos também servem para o cadastro de interessados em prestar apoio aos atingidos pelo rompimento da barragem. Doações foram interrompidas por falta de espaço para armazenamento, devido ao grande volume arrecadado, segundo as forças de segurança.

A da mineradora Vale se rompeu e ao menos uma transbordou nesta sexta-feira (25) em Brumadinho, cidade da Grande Belo Horizonte, liberando cerca de 13 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério de ferro no rio Paraopeba, que passa pela região.

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