Pedido de impeachment de Crivella é reação de quem perdeu eleição

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Vazamento de gravação durante reunião do prefeito com líderes religiosos está sendo usada pela oposição para tentar destituir o prefeito

Levantando a cortina da barafunda jurídica e política que a cidade do Rio de Janeiro enfrenta nos últimos dias tem-se, claramente, o seguinte diagnóstico: uma reunião legal e rotineira de Marcelo Crivella com um grupo de pastores e líderes evangélicos, na quarta-feira(4) está sendo usada pela oposição para tentar provocar o impeachment do prefeito do Rio de Janeiro.

É só disso que se trata.

A crônica desse momento crucial na vida dos quase 7 milhões de cariocas precisa ser contada a partir da vitória de Crivella no dia 30  de outubro de 2016, quando enfrentando uma campanha difamatória dos que habitam coberturas luxuosas da Zona Sul e não escondem o preconceito contra os valores morais dos evangélicos, ele obteve 1.700.030 votos, ou seja, 59,36% dos votos. Por tabela, Crivella apeou do poder um pessoal que estava acostumado a pilhar a antiga cidade maravilhosa por décadas.

O balaio dos guardiões da ética de ocasião junta tipos tão distintos quanto os deputados Átila Nunes (MDB) e Marcelo Freixo (PSOL). O primeiro fez toda a sua trajetória montado na luta contra o preconceito religioso. Hoje, usa isso como tática de conquista política. É alguém de uma probidade inquebrantável, como pode-se ver no voto que deu pela revogação da prisão do ex-presidente da Assembléia Legislativa, Jorge Picciani, que junto com Sérgio Cabral, saquearam o estado do Rio de Janeiro como nunca se viu.

O segundo nunca se conformou de perder para um bispo, alguém desprovido da inteligência destinada apenas aos políticos “progressistas”. Ele é a encarnação mal ajambrada da velha esquerda caviar, que das suas cadeiras de praia discute o Rio, o Brasil, o mundo e a  humanidade a partir de conceitos dos anos 50 e 60. Como estamos em 2018, aí fica uma confusão danada. Freixo, por exemplo, defende o fim da Polícia Militar e o desarmamento da população, mas não abre mão da sua escolta particular, paga com o dinheiro do contribuinte. Também é tolerante com os que sustentam o tráfico e com a bandidagem que por causa desse mesmo tráfico aterroriza o Rio de Janeiro.

Átila e Freixo juntos é como acasalamento de jararaca com jacaré, mas eles estão aí, unidos no propósito de derrubar Crivella. E sob qual argumento?  “Ah, o prefeito prometeu favores para pastores e líderes evangélicos”. Ora, deixemos a má-fé de lado, o prefeito fez o que qualquer governante faz. Ele se reuniu com seus seguidores e disse como eles podiam contar com o suporte da Prefeitura. Tudo dentro da lei.

Em momento algum da gravação que veio a público, Crivella fala em favorecer um grupo em detrimento do outro. Também não discrimina ninguém por motivos religiosos, morais ou ideológicos. Sobre o pagamento do IPTU, o prefeito não está prometendo a concessão de qualquer privilégio, até porque os templos — de qualquer religião — já são isentos.

Nitidamente, os 17 vereadores que assinam o pedido de impeachment (seis deles do PSOL) estão motivados pelo processo político. Os escrúpulos, assim como o rito legal, já foram jogados às favas há muito tempo. O que está em jogo é fazer o prefeito cair ou sangrar até perder a capacidade de governar. Não importa que a população carioca, já tão maltratada, padeça ainda mais pela falta dos serviços vitais.

Não há nenhum exemplo no passado recente em que os vereadores abandonaram o recesso parlamentar para voltar ao trabalho por um motivo tão insignificante. O que se deseja é, apenas, vamos reiterar, colocar um punhal na jugular do prefeito. Buscam enterrar o sufrágio popular que deu uma vitória retumbante a Crivella para colocarem no seu lugar o indicado pela escumalha, que transformou a eterna capital do País em uma cidade sem lei. Em linguagem própria dessa gente, querem ganhar “na mão grande”, na base do tapetão. Simples assim.

Nós sabemos que a população marginalizada do Rio será a que mais sofrerá com um eventual impeachment de Crivella, mas quem ganha? Além de Átila Nunes e Marcelo Freixo, o presidente da Câmara, Jorge Felippe, será o maior beneficiado. Com a morte do vice-prefeito Fernando Mac Dowell, em 21 de maio, ele assumiria.

Só para quem não sabe ou esqueceu, Felippe tem uma relação umbilical com o ex-prefeito Eduardo Paes. Os dois são ligadíssimos a Sérgio Cabral.

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