Pastor e família são queimados por grupo criminoso

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Organizações civis e familiares das vítimas acusam grupos paramilitares vinculados ao Governo da Nicarágua

Clima de desespero durante o velório da família Foto: Reprodução/ El Nuevo Diario

Em Manágua, na Nicarágua, um pastor e sua família, incluindo dois menores de 3 anos, foram queimados até a morte por se recusarem a emprestar suas casas a grupos paramilitares, neste fim de semana.

Os grupos queriam colocar franco-atiradores do terceiro andar do prédio onde a família morava para atingir integrantes de uma manifestação. Ao receber a recusa, eles incendiaram o local.

Oscar Velázquez Pavón e sua família tentaram escapar do incêndio, no entanto, o grupo criminoso apontou as armas a fim de que não saíssem, mas permanecessem no local até que tudo fosse queimado.

Três parentes conseguiram sobreviver porque se refugiaram em uma varanda enquanto sua família não conseguiu escapar das chamas. Eles eram donos de uma loja de colchões, que ficava no primeiro piso do prédio, o que teria favorecido a propagação do incêndio.

Organizações civis e familiares das vítimas denunciam que o ataque foi realizado por grupos paramilitares vinculados ao governo de Daniel Ortega, atual presidente do país. Dois netos do pastor, Matías, de 3 meses, e Daryeli, de 3 anos, também morreram na ocasião.

Organizações de direitos humanos denunciaram no sábado que grupos “parapoliciais”, protegidos pela polícia, incendiaram a casa de uma família em Manágua

O Secretário-Geral da Organização dos Estados Americanos, Luis Almagro, considerou crime contra a humanidade e Antonia Urrejola, da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), se declarou estupefata ao ouvir o caso.

A Polícia Nacional e a Direção Geral de Bombeiros concordaram em seus relatos de que o incêndio foi causado por criminosos, mas eles silenciaram o fato de estarem acompanhados por policiais, segundo a imprensa local.

O caso chocou a população e já é considerado como um dos capítulos mais terríveis da história de horror que vive o país centro-americano, cuja crise completou 58 dias e 178 mortos no sábado (16).

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