Marina afirma que virou ‘saco de pancada’ por ser evangélica

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Ela disse ainda que é a favor de um plebiscito para discutir o aborto, mas reafirmou que se mantém contra o procedimento

Matheus Morais

Terceira colocada nas pesquisas de intenção de voto, a candidata da Rede à Presidência da República, Marina Silva, afirmou que tem sido alvo de críticas e virou “saco de pancadas” por ser evangélica.

Ela disse ainda que é a favor de um plebiscito para discutir o aborto, mas reafirmou que se mantém contra o procedimento.

“Quem contribuiu para o Estado ser laico foram os protestantes. Foi com a reforma luterana que o Estado se afastou da Igreja. Estado laico é uma benção para todos, independentemente de ser evangélico, espírita, ateu, todos devem ter seus direitos defendidos. Eu sou cristã, mas tenho uma relação excelente com meus irmão católicos. Quase fui freira. Não escondo a minha fé. […] Nunca tive uma atitude de preconceito contra quem quer seja. Agora, por eu ser evangélica, as pessoas me colocam como saco de pancada como se eu fosse uma fundamentalista. Isso também é uma forma de preconceito”, disse em entrevista à rádio Metrópole, na manhã desta segunda-feira (17).

De acordo com a ex-ministra, depois que virou evangélica, surgiram questionamentos sobre seu posicionamento contra o aborto.

“Sempre fui contra […] até quando eu era católica, [mas] pouco questionavam. Depois que virei evangélica, sou questionada de manhã, de tarde e de noite. O [Geraldo] Alckmin que é contra o aborto, católico, ninguém pergunta. Não tenho nenhum problema de responder. […] É um tema polêmico. Na maioria dos países, é feito por plebiscito. Não é o presidente que convoca o plebiscito, o Congresso que convoca, então é nesse sentido que estou falando”, destacou.

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