Com foco na Câmara, DEM se aproxima de Bolsonaro para discutir ‘Agenda Brasil’

0 Flares Twitter 0 Facebook 0 Filament.io 0 Flares ×

O presidente nacional do DEM e prefeito de Salvador, ACM Neto, se reuniu nesta terça-feira (30) com interlocutores do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), no Rio de Janeiro, para discutir temas que podem ser priorizados no Congresso Nacional após as eleições. A “Agenda Brasil”, como está sendo chamada a articulação, tem como principais pontos as reformas previdenciária e tributária.

Passadas as eleições, o DEM – que apoiou Geraldo Alckmin (PSDB) no 1º turno – agora se aproxima do presidente eleito. O partido tem como prioridade a reeleição do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) à presidência da Câmara e quer o apoio do grupo de Bolsonaro para a disputa que ocorrerá em fevereiro do ano que vem.

Antes da eleição, Maia discutiu o tema com o então presidente do PSL, Gustavo Bebianno. Um dos assessores mais próximos de Bolsonaro, Bebianno afirmou ao Blog que argumentou com Bolsonaro que manter o comando da Câmara nas mãos dos partido ligados ao presidente eleito seria “concentração de poder”. Ele admitiu negociação com partidos do Centrão, como o DEM.

Bebianno e Maia chegaram a se reunir no final do 2º turno. Concluída a eleição, Maia deve se encontrar em breve com o presidente eleito. O deputado do DEM mantém boa relação com Paulo Guedes, economista cotado para comandar a área econômica do novo governo. Apesar de apontar dificuldades para este ano, o presidente da Câmara defende a aprovação da reforma da Previdência o mais rápido possível, assim como o governo eleito.

Na gestão Bolsonaro, o DEM vai comandar a Casa Civil, com o deputado Onyx Lorenzoni (RS). Há, ainda, um movimento nos bastidores para que Mendonça Filho (DEM-PE) volte a comandar o Ministério da Educação.

Lideranças do DEM, porém, afirmam que quem dará o tom das conversas será o presidente eleito. E que as urnas deram um recado de que os políticos precisam mudar o jeito de negociar com base no “toma lá, da cá”.

No entanto, parlamentares do Centrão têm dúvidas, por exemplo, sobre o comportamento de partidos como o PP. Motivo: nos governos Dilma e Temer, o partido ocupou ministérios importantes com orçamentos robustos, como a Saúde, e geralmente condiciona seu apoio no Congresso à troca de cargos, prática que Bolsonaro já disse que não aceitará.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

0 Flares Twitter 0 Facebook 0 Filament.io 0 Flares ×