Bancada da Bíblia dobra de tamanho em 8 anos

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A bancada que mais cresceu nos últimos anos na política nacional sem duvida alguma foi a chamada bancada evangélica ou bancada da bíblia, no cenário atual, ganha quem vai em busca desse eleitorado e diga-se de passagem, em todo território nacional não muda muda de lugar pra lugar

O grupo é uma força em ascensão no Congresso Nacional. A cada legislatura, cresce em tamanho, capacidade de organização e influência. Levantamento do Estado indicou que, atualmente, essa bancada é composta por ao menos 84 parlamentares: 82 deputados e dois senadores.
É mais do que o dobro do número de parlamentares federais evangélicos que se elegeu em 2006, segundo o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar, o Diap. (Não há um dado oficial sobre o tema.)
Esses congressistas estão organizados na Frente Parlamentar Evangélica (FPE). Oficialmente, há 182 integrantes em exercício nela. No entanto, 105 deputados pertencem a outras religiões. Lá entraram com suas assinaturas somente para viabilizar a criação da frente, anabolizando a representação parlamentar evangélica na Casa. Para chegar à formação da bancada atual, o Estadão/Broadcast procurou cada um dos congressistas listados na FPE, além de parlamentares indicados pela presidência da Frente e deputados com atuação próxima ao grupo.
Os 84 parlamentares representam 23 Estados, 21 legendas e 19 denominações evangélicas. Uma vez no Congresso, porém, para boa parte deles as diferenças regionais e partidárias são esquecidas em prol da união em torno de pautas morais – ou de costumes, como alguns preferem classificar.
Votações que marcaram essa legislatura, como o impeachment de Dilma Rousseff ou a votação da PEC do teto de gastos, não entraram nas conversas da bancada. Não se trata de um grupo homogêneo. O que os une é a defesa dos “valores cristãos e da família”. Organizam-se para aprovar projetos favoráveis a essa plataforma e, especialmente, para barrar projetos desfavoráveis a ela. Na bancada evangélica, portanto, não há problema fiscal – não como um problema político a ser enfrentado. Ali não persevera o debate econômico.
Esse grupo de parlamentares sabe que abundam projetos de cunho moral. Por isso, o grupo evita pautas polêmicas e mantém uma estratégia bem definida de atuação política. Há prioridades claras e declaradas: impedir a realização de abortos, o debate sobre identidade de gênero nas escolas, o casamento entre pessoas do mesmo sexo, a liberação dos jogos de azar, a legalização das drogas.

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