Alckmin veio à Bahia abrir sua caça ao voto no Nordeste, onde Lula ainda impera

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“Tenho um lado afetivo com a Bahia. Minha família veio da Península Ibérica e veio para a Bahia. Carinhanha, nas barrancas do São Francisco, está cheia de Alckmin”

Levi Vasconcelos

Sabe-se lá por que nordestino daqueles que sofrem na pele os efeitos de uma seca sempre foi governista. Talvez um vírus que vem dos tempos dos coronéis, donos de todas as vontades. A tese deles: ruim com o governo, pior sem ele. Em miúdos, sem ele, não sobraria nem a esperança, quase eterna.

Eis a questão: por que Lula mesmo na cadeia lidera todas as pesquisas no Nordeste? Porque fez carinhos, aos ricos e aos pobres.

Para os ricos, os portos de Pecém, no Ceará, e Suape, em Pernambuco. Para os pobres Bolsa Família e mais de três milhões de cisternas, só para citar alguns exemplos.

Antes de menininho

É neste cenário que Alckmin corre atrás de salvar o possível. O périplo baiano traçado pelo deputado João Gualberto, presidente do PSDB na Bahia, incluiu uma passagem, pela manhã, em Carinhanha. E de lá Alckmin disse a Mário Kertész, na Rádio Metrópole, porque:

— Tenho um lado afetivo com a Bahia. Minha família veio da Península Ibérica e veio para a Bahia. Carinhanha, nas barrancas do São Francisco, está cheia de Alckmin.

Ou seja, é baiano desde antes de ser menininho. Alckmin sempre repetiu essa frase no Nordeste, já em Recife e Maceió, pelo menos. É um esforço para se dizer íntimo da terra onde ele é pouco conhecido e cotado.

O título de Cidadão Baiano que ele recebeu ontem na Assembleia se justifica aí, como parte do tempero político. É para dizer que está em casa.

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